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Terra
La Coctelera

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15 Agosto 2011

UM PESADELO REAL DE QUEM AMA A NATUREZA

  

de Rosa Regis

 

Depois de um de um dia de luta

Eu resolvi me sentar

Para descansar um pouco

Antes de me preparar

Para a novela das nove

Que a Rede Globo promove

E a ninguém deixa escapar.

 

Era começo de noite

Com um restinho de dia

De um sol quente de rachar

Que, agora, já esmorecia.

Meu corpo estava "quebrado"

Devido ter trabalhado

Bem mais do que deveria.

 

Pensando com meus botões

Vi-me a me preocupar

Com o nosso planeta Terra

E passei a rabiscar,

Lembrando que a Natureza

E toda a sua beleza

Pode, um dia, se finar.

 

Fui encostando a cabeça

Na mesa onde escrevia

Enquanto, de lá de fora,

Um belo trinar ouvia.

Era um bem-te-vi cantando.

Ali eu fui cochilando,

Nem percebi, já dormia.

 

Quando dormi, eu sonhei

Que estava sobrevoando

O nosso Planeta Terra

Devagarinho, planando,

Como sendo um passarinho

Que sobrevoa seu ninho

Temendo um ataque nefando.

 

Lá de cima, eu vi o quanto

O ser humano é ruim,

Parece até que só tem

Parentesco com Caim.

Não o estou depreciando

Ou, por maldade, inventando

E nem fazendo pantim.

 

Porém não generalizo

Afirmando que os humanos

São todos maus! No entanto

Alguns são mui desumanos

Quando, só pelo dinheiro,

Espalham no mundo inteiro

Atos bem pra lá de insanos.

 

De lá de cima vi homens

Ao planeta devastando:

Poluindo a água dos rios;

Às árvores derrubando

Sem pena, sem compaixão,

Tão somente na intenção

De, com isso, ir enricando.

 

Animais da nossa fauna

E das de outros países

São mortos sem piedade!

Pelo contrário, felizes

Eles sentem-se em matar

Tão somente pra ganhar.

Seguem suas diretrizes.

 

Fábricas poluindo o ar,

Milhões de carros também;

A tal camada de ozônio

Já bem muito perto vem.

O gelo está desmanchando.

E o homem está ajudando

A fazer mal, não faz bem.

 

Animais em extinção,

Por eles não há respeito,

São mortos sob encomenda

E se se aponta um suspeito

Fala mais alto o dinheiro

Que vem de lá do estrangeiro

Acobertando o sujeito.

 

O mico-leão dourado

Que quase mais não se vê,

Quem fez que o mesmo sumisse

Foi o ser humano, um ser

Que deixou de preservar

A Natureza. E a matar

Passou, para enriquecer.

 

No meu sonho-devaneio

Eu continuo voando

E, de repente, percebo

Que algo está se passando.

Da nossa mata amazônica

Digo de desgosto, afônica,

Grande parte está queimando.

 

Logo ali mais adiante

Vejo uma árvore cair,

Seguida de várias outras.

E, no seu tronco, a sorrir,

Um homem trazendo à mão

A arma da sua ação:

A serra elétrica, a luzir.

 

Meu peito fica apertado

Por perceber a maldade

Que carrega o ser humano

Na sua alma, na verdade,

Que não respeita a beleza

Da nossa Mãe Natureza,

Agindo com atrocidade.

 

Passo à frente, e sobrevôo,

Agora, por sobre um rio

Ou o que restou do mesmo,

Penso, tendo um calafrio.

Pois o lixão da cidade

É o que é em realidade,

Hoje. E, de peixes, vazio.

 

Crianças tomando banho

No que parece ser lama,

Numa alegria inocente.

Meu consciente conclama

Um pedido de clemência

Para aqueles que a decência

Ainda tem brilho e chama.

 

De um cancão, na gaiola,

Eu ouço o triste cantar!

E um papagaio falando,

Tentando ao dono imitar,

Escuto, e fico irritada.

Eita, gentinha danada!

Ouço a mim mesma, gritar.

 

Uma arara que, amarrada,

De corrente, pelo pé,

Com um menino, na cabeça,

Fazendo-lhe cafuné,

Diz, num som repetitivo:

Arara! Arara!... É motivo

Para apelar para a Fé.

 

- Meu Deus tende piedade

Do que criaste na Terra!

Pois o homem tá se achando

Dono de tudo! E, assim, erra

Pelo mundo a depredar,

Sem parar para pensar

Que o crescimento ele emperra.

 

Sem nem se preocupar

Com o que deixa para trás,

Só pensando em conseguir

Bens que mais rico lhe faz,

O ser humano esqueceu

Que o mundo não é só seu.

Sua ambição é voraz.

 

Vou voando e percebendo

A desarmonização

Que existe na Natureza

Quando o homem, numa ação

Predatória, vai seguindo

Seu caminho destruindo,

Sem qualquer reflexão.

 

Parece que o coração

Do ser humano secou,

Já não há quaisquer resquícios

Do Amor que Deus deixou.

Eu vejo-me perguntando:

Para que tanto desmando?

Será que o mundo endoidou?

 

Sociedade em conflito

É o irmão contra o irmão;

É filho agredindo os pais

Fugindo à religião.

Selva de pedra selvagem

Aonde a libertinagem

Troca o valor da ação.

 

A indiferença humana

Que há pelo semelhante

Nos mostra como a amizade

Já nada vale, diante

Da riqueza, do dinheiro,...

E que o nome "companheiro",

Hoje, tem som destoante.

 

Os ideais, quando entra

O interesse monetário,

Caem por terra. O que se vê

É o pensar de modo vário.

Há, pois, poder de barganha,

Quem oferecer mais, ganha.

"Boa ação" por honorário.

 

Sigo voando e pensando:

Será que há solução?

Será que os seres humanos

Um dia se tocarão

Que estão no caminho errado,

Seguindo por outro lado?

E será a tempo, ou não?

 

Esses são meus pensamentos

No meu sonho-devaneio

Que eu vejo é interrompido

Por um mosquito, que veio

Atrapalhar meu cochilo.

E agradeço, pois aquilo

Pôs-me o coco em aperreio.

 

Mas continuei pensando,

Mesmo depois de acordada,

Sobre o problema da Terra

De como ela é depredada.

E aí, pensei comigo:

Vou dividir com um amigo

Para fazer mais zoada.

 

Mas, depois, pensei melhor

E disse, pra mim, assim:

Com um não, com muita gente!

Pois que, timtim por timtim,

Eu vou contar num cordel,

Por o sonho no papel

Para todo mundo, enfim.

 

Desta forma, estou trazendo

Para quem quiser me ler

Minha preocupação

Com o que pode ocorrer

Com o Planeta, com o Mundo,

Se o homem um pensar profundo

Não vier desenvolver.

 

Mostrando nesse cordel,

Que pode não ter beleza,

Mas foi gerado, eu afirmo,

Você pode ter certeza,

De um sonho, qual um sinal:

UM PESADELO REAL

DE QUEM AMA A NATUREZA

 

 

 

Natal/RN

 

13 de julho de 2011

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10 Agosto 2011

...

 

Se torno tudo melhor

Com a bondade que faço,

Então vejo: o Bem Maior

Com a caridade tem laço...

 

Natal/RN

20.07.2011 - 02:6h

servido por Rosa sin comentarios compártelo

10 Agosto 2011

De um amigo não se esquece

 

De um amigo não se esquece

Seja qual for o momento

E, com o tempo, só cresce

Esse belo sentimento.

 

Rosa Regis - Natal/RN, 22.06.2011

Tags: trova, amizade

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